O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos confirmou, no último domingo (24), o primeiro registro humano no país do parasita Cochliomyia hominivorax, conhecido como “mosca varejeira do Novo Mundo”. A infecção foi detectada em um paciente do estado de Maryland, após viagem a El Salvador, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention - CDC).
O parasita, considerado carnívoro, deposita larvas em feridas abertas, que passam a devorar tecidos vivos. Embora os casos em humanos sejam extremamente raros, a infecção pode ser fatal se não tratada.
De acordo com o porta-voz do órgão de saúde, Andrew G. Nixon, o risco para a saúde pública nos EUA é considerado baixo, já que até agora não houve registro da doença em animais neste ano. Ainda assim, o alerta preocupa especialmente o setor de pecuária, já que o parasita é capaz de comprometer gravemente o gado e a vida selvagem.
A confirmação do caso coincidiu com uma visita da Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, ao Texas, região que faz fronteira com o México. Na ocasião, ela anunciou a construção de uma instalação para esterilização de moscas, parte da estratégia para conter a praga, hoje localizada na América Central e no sul do México, mas que tem avançado em direção ao norte.
Veterinários de estados como a Dakota do Sul também foram notificados, embora alguns especialistas tenham criticado a falta de transparência do CDC sobre a divulgação do caso. A preocupação é que, em animais de sangue quente, os ovos depositados pelo parasita possam gerar centenas de larvas, que penetram a carne viva e podem levar à morte do hospedeiro.
Segundo o CDC, os sintomas incluem feridas que não cicatrizam, lesões com larvas visíveis, dor local, secreção com odor desagradável e, em casos graves, a infestação pode atingir nariz, boca e olhos.
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