A colheita de café está chegando à reta final no Sul de Minas e produtores enfrentam um desafio extra nesta safra: grãos mais leves e de menor rendimento. O fenômeno é resultado da seca prolongada e das altas temperaturas registradas durante o outono e inverno de 2024, que afetaram diretamente o processo de granação e maturação dos frutos.
De acordo com levantamentos técnicos, a colheita já foi concluída por mais de 80% dos produtores da região, mas muitos relatam que estão precisando de uma quantidade maior de café beneficiado para fechar a tradicional saca de 60 quilos. Em condições normais, são necessários de 7 a 8 “saquinhos” para compor o volume; neste ano, em alguns casos, esse número chega a 12.
A redução no peso médio dos grãos acende um alerta para o mercado. Com mais café sendo usado para compor cada saca, a oferta pode encolher, pressionando os preços. Especialistas avaliam que, embora ainda não haja um balanço final oficial, a quebra de rendimento é clara e já se reflete nas negociações.
Além do impacto imediato, o clima adverso desta safra também gera preocupação para os próximos anos. Lavouras debilitadas tendem a apresentar menor vigor, o que pode afetar o potencial produtivo em 2026, caso não haja recuperação adequada.
No cenário atual, a combinação de menor rendimento e expectativa de alta nos preços reforça a importância do monitoramento climático e de políticas de apoio ao produtor rural.
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