O vereador Tiago Barbosa Mafra protocolou um requerimento solicitando esclarecimentos detalhados sobre os repasses financeiros e o subsídio ao transporte coletivo municipal.
A cobrança surge após o aumento da tarifa em 2024, quando o valor do ônibus passou de R$ 6 para R$ 7. A medida provocou forte reação popular, resultando em um abaixo-assinado com 5.077 assinaturas pedindo subsídios e até estudos para a tarifa zero. Na ocasião, a Prefeitura recuou e manteve o valor em R$ 6, prometendo enviar um projeto de subsídio à Câmara para evitar novos reajustes.
No entanto, até agosto de 2025, nenhuma proposta chegou ao Legislativo. Segundo Mafra, durante sessão de 12 de agosto, o líder do governo, vereador Lucas Arruda, afirmou que o município vem pagando indenização à concessionária desde janeiro para cobrir a diferença tarifária, incluindo já os dois primeiros meses do ano.
Principais questionamentos
O requerimento pede respostas formais sobre:
-
Valores efetivamente repassados à empresa concessionária;
-
Instrumento jurídico que autoriza os repasses, já que não houve votação na Câmara;
-
Origem dos recursos e impacto no orçamento;
-
Quantos meses já foram pagos e qual a previsão para o restante de 2025;
-
Razões para a ausência do projeto de subsídio prometido;
-
Documentação oficial que comprove os repasses;
-
Situação de possíveis novos pedidos de reajuste por parte da concessionária e a posição da Prefeitura.
Para o vereador, a falta de clareza e transparência sobre o financiamento do transporte público coloca em risco a credibilidade das promessas feitas à população e a própria sustentabilidade do sistema.
Comentários: