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Sabado, 30 de Agosto de 2025

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Empresário confessa ter matado gari após briga de trânsito em BH

Renê Nogueira alegou não ter percebido que atingiu a vítima; caso revolta familiares e colegas de trabalho

João Lima Goulart
Por João Lima Goulart
Empresário confessa ter matado gari após briga de trânsito em BH
Foto: reprodução/redes sociais
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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, durante uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. A confissão ocorreu em depoimento na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), dois dias após a divulgação de imagens que mostraram o suspeito guardando a arma usada no crime.

Segundo Renê, ele estava armado porque “tinha medo do trajeto” até o novo trabalho em Betim e afirmou que não havia tomado o medicamento para bipolaridade naquela manhã. O disparo, que atingiu o abdômen de Laudemir, foi feito com a arma particular de sua esposa, uma delegada da Polícia Civil.

Como aconteceu o crime

De acordo com o depoimento, Renê seguia para o trabalho quando se deparou com um caminhão de coleta de lixo em uma rua estreita. Após discutir com a motorista e exibir a arma, foi confrontado pelos garis. Testemunhas relataram que o empresário desceu do carro exaltado e chegou a ameaçar o grupo. No momento da confusão, ele disparou contra Laudemir, que morreu pouco depois no hospital devido a hemorragia interna.

A versão do acusado

Renê disse acreditar que havia atirado em um saco de lixo e que não percebeu que tinha acertado o trabalhador. Ele contou ainda que seguiu normalmente para o emprego, almoçou em casa e chegou a passear com os cachorros antes de ser abordado pela polícia. Ao ser detido, tomou cinco comprimidos de clonazepam para “se acalmar”.

Quem era a vítima

Laudemir trabalhava como gari em Belo Horizonte e era conhecido pela dedicação. Colegas afirmaram que confrontos com motoristas irritados durante a coleta eram frequentes, mas que nunca imaginaram que uma discussão acabaria em tragédia. A viúva, Liliane França da Silva, disse em audiência pública que espera justiça e classificou o ato do empresário como covarde.

Situação do acusado

Preso preventivamente no Presídio de Caeté, Renê pode ter a pena atenuada por ter confessado o crime. Ele foi desligado da empresa de alimentos em que atuava como vice-presidente após a repercussão do caso.

FONTE/CRÉDITOS: João Lima Goulart | Pensa Poços©
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João Lima Goulart

Comunicólogo apaixonado por apurar fatos, contar boas histórias e transformar informação em conteúdo relevante. Natural de Blumenau, moro há 16 anos em Poços de Caldas — cidade que escolhi para viver e amar.