O PSDB perdeu nesta terça-feira (19) o último governador que ainda restava em seus quadros. Eduardo Riedel, chefe do Executivo em Mato Grosso do Sul, assinou filiação ao Progressistas (PP) durante convenção que antecede a formação da federação com o União Brasil, batizada de União Progressista.
A saída de Riedel marca o golpe final em uma legenda que, nas últimas décadas, ocupou o centro da política nacional, governou São Paulo por 30 anos consecutivos e chegou à Presidência com Fernando Henrique Cardoso.
O esvaziamento do PSDB
O movimento não é isolado. Riedel já havia sido sondado pelo PSD e aguardava a definição de alianças tucanas antes de decidir seu rumo. Com a frustrada tentativa de fusão com o Podemos, a debandada se confirmou.
Nos últimos anos, o PSDB mergulhou em crises internas e viu nomes históricos deixarem a sigla, como Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente da República pelo PSB.
Em 2022, a legenda sofreu a pior derrota da sua história: perdeu o governo paulista após três décadas, não elegeu nenhum senador e registrou a menor bancada na Câmara (13 deputados).
O destino dos ex-tucanos
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Eduardo Riedel: agora no PP, busca estrutura para reeleição em 2026.
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Eduardo Leite: migrou para o PSD, de olho em candidatura presidencial.
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Raquel Lyra: também filiou-se ao PSD mirando reeleição em Pernambuco.
Com isso, o PSDB deixa de ter governadores e perde relevância de vez no cenário político nacional.
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